quinta-feira, 21 de abril de 2011






Amanhece e te espero.

O vento bate na janela e me acorda

Escuto teu nome etéreo!

Abril me observa com olhar sereno...

Um pássaro canta
 

A  procura do seu par terreno .

Sou talvez uma imagem embaçada no tempo!

Esse bendito tempo!

Tao segundo! Pululando em

Em forma de perpétuos ecos!

Tempo...

É abril, poderia ser fevereiro...

E ainda sonho que te espero.

Meu desejo tem nome de Verbo!

Te penso, te cheiro, te pertenço.

Teu retrato ao meu lado observo...

E na atrevida luz que ausculta minha alma

Consigo ver a nitidez de tua pele

Diafanamente rosada...

teu sorriso de criança amada.

Tu es agora minha busca e meu desejo,

Es a tíbia lágrima que se desliza

Em crepitosos segundos eternos;

Es o desejo da minha palavra

à procura do teu olhar avidamente pleno.

Tu es agora o infinito verbo

Jamais voltaras a ser pretérito imperfeito



Para ti ao longe, porem bem perto, muito perto de ti.

RCh

Manha de abril, 2011

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